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Posts Tagged ‘Pensamento’

De acordo com a Wikipedia, a Palavra é definida como “um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com a idéia associada a este conjunto”. Portanto, a sua função pode ser descrita como de representar partes do pensamento humano, constituindo assim uma unidade da linguagem humana. Se observarmos a idéia implícita neste conceito, vemos que a palavra não é apenas uma representação de alguma coisa, mas sim uma ferramenta importante para compreender o mundo, pois ela é a matéria-prima do conhecimento e da informação, é dentro das palavras que permanecem as coisas.

Devido ao crescimento das novas tecnologias e a atual Sociedade da Informação, também conhecida como Pós-Modernidade, vivemos uma “deformação deficiente dos utilizadores e manipuladores da palavra” (Maria José, 2006). Na pós-modernidade, o conceito de verdade absoluta é quebrado em favor das várias verdades, onde todas são tidas como aceitas dentro do contexto da qual ela pertence, isso também é levado em conta para a enxurrada de informação que temos disponível diariamente nos atuais meios de comunicação. Já que não temos uma informação correta, e sim várias ao mesmo tempo, a maioria, incorreta. Mas o problema não está na TV, na Internet ou no Rádio, e sim nos que distorcem o real sentido da palavra e dissimulam para a população. A sociedade atual, segundo a jurista Maria José Nogueira é uma sociedade “rendida à manipulação, que desprezou a cultura, o conhecimento e as referências históricas como os únicos elementos de ligação que permitem formar critérios e opiniões a partir da informação”. A cultura de imagens é superficial, a mídia veiculada pela publicidade capta a nossa atenção por poucos segundos, sem nos dar chance para pensar.

O escritor canadense Alberto Manguel, em entrevista à Revista Veja em 1999 explica:

“Ter acesso à palavra escrita significa a possibilidade de dominar um instrumento de poder chamado linguagem formal. É nele que estão escritos os códigos, as leis de um país. Manter parte da população no analfabetismo é uma das maneiras utilizadas por governantes que querem perpetuar-se no poder, sem sofrer ameaças.”

Portanto, vemos nesta afirmação que o problema da deficiência informativa existente na sociedade está no fato de que as pessoas que detém o poder da palavra temem que a massa possa ficar informada e por isso se beneficiam da ignorância do povo para causar uma desinformação camuflada, fazendo com que as pessoas achem que estão informadas sem estar. O analfabetismo que Alberto fala também está associado ao fato de que as pessoas não querem procurar ter o conhecimento da palavra, pois se deixam ser influenciadas pela comunicação de massa, sem procurar interpretar e refletir sobre o que elas passam para elas.

A solução para este problema está em entender o real valor da palavra e a sua importância para compreender o mundo em que vivemos. “Salvar a palavra pode muito bem ser a melhor forma de preservar a liberdade” (Maria José, 2006). Um grande passo que nós, jornalistas, damos para buscar este entendimento é passar a ler mais, pois “a grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e interpretar” (Alberto Manguel, 1999) e através da leitura conseguimos também escrever melhor, tendo assim a oportunidade de utilizar a palavra de forma correta e justa, sem deixá-la perder seu espaço para as imagens ou informações desnecessárias que nos rodeiam a cada segundo.

REFERÊNCIAS:

MANGUEL, Alberto. Ler é Poder. Entrevista concedida à revista Veja, publicada no site Tania Menai em 07/06/1999. Acessado em: 29/07/2010. Disponível em: http://www.taniamenai.com/folio2/1999/07/alberto_manguel.html

PINTO, Maria José Nogueira. A Importância da Palavra. Artigo publicado no site Diário de Notícias em 22/09/2006. Acessado em: 29/07/2010. Disponível em: http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=646408

Wikipedia – A Enciclopédia Livre. Definição de “Palavra”. Acessado em: 01/08/2010. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Palavra

LEITURA COMPLEMENTAR:

SOUSA, Cidoval Morais de. Em Busca de Novos Jeitos de Ler (e Compreender) A Mídia. Ciências Sociais Unisinos, Volume 43, Número 002. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, Brasil, 2007.

Diogo de Almeida

De acordo com a Wikipedia, a Palavra é definida como “um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com a idéia associada a este conjunto”. Portanto, a sua função pode ser descrita como de representar partes do pensamento humano, constituindo assim uma unidade da linguagem humana. Se observarmos a idéia implícita neste conceito, vemos que a palavra não é apenas uma representação de alguma coisa, mas sim uma ferramenta importante para compreender o mundo, pois ela é a matéria-prima do conhecimento e da informação, é dentro das palavras que permanecem as coisas.

Devido ao crescimento das novas tecnologias e a atual Sociedade da Informação, também conhecida como Pós-Modernidade, vivemos uma “deformação deficiente dos utilizadores e manipuladores da palavra” (Maria José, 2006). Na pós-modernidade, o conceito de verdade absoluta é quebrado em favor das várias verdades, onde todas são tidas como aceitas dentro do contexto da qual ela pertence, isso também é levado em conta para a enxurrada de informação que temos disponível diariamente nos atuais meios de comunicação. Já que não temos uma informação correta, e sim várias ao mesmo tempo, a maioria, incorreta. Mas o problema não está na TV, na Internet ou no Rádio, e sim nos que distorcem o real sentido da palavra e dissimulam para a população. A sociedade atual, segundo a jurista Maria José Nogueira é uma sociedade “rendida à manipulação, que desprezou a cultura, o conhecimento e as referências históricas como os únicos elementos de ligação que permitem formar critérios e opiniões a partir da informação”. A cultura de imagens é superficial, a mídia veiculada pela publicidade capta a nossa atenção por poucos segundos, sem nos dar chance para pensar.

O escritor canadense Alberto Manguel, em entrevista à Revista Veja em 1999 explica:

“Ter acesso à palavra escrita significa a possibilidade de dominar um instrumento de poder chamado linguagem formal. É nele que estão escritos os códigos, as leis de um país. Manter parte da população no analfabetismo é uma das maneiras utilizadas por governantes que querem perpetuar-se no poder, sem sofrer ameaças.”

Portanto, vemos nesta afirmação que o problema da deficiência informativa existente na sociedade está no fato de que as pessoas que detém o poder da palavra temem que a massa possa ficar informada e por isso se beneficiam da ignorância do povo para causar uma desinformação camuflada, fazendo com que as pessoas achem que estão informadas sem estar. O analfabetismo que Alberto fala também está associado ao fato de que as pessoas não querem procurar ter o conhecimento da palavra, pois se deixam ser influenciadas pela comunicação de massa, sem procurar interpretar e refletir sobre o que elas passam para elas.

A solução para este problema está em entender o real valor da palavra e a sua importância para compreender o mundo em que vivemos. “Salvar a palavra pode muito bem ser a melhor forma de preservar a liberdade” (Maria José, 2006). Um grande passo que nós, jornalistas, damos para buscar este entendimento é passar a ler mais, pois “a grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e interpretar” (Alberto Manguel, 1999) e através da leitura conseguimos também escrever melhor, tendo assim a oportunidade de utilizar a palavra de forma correta e justa, sem deixá-la perder seu espaço para as imagens ou informações desnecessárias que nos rodeiam a cada segundo.

REFERÊNCIAS:

MANGUEL, Alberto. Ler é Poder. Entrevista concedida à revista Veja, publicada no site Tania Menai em 07/06/1999. Acessado em: 29/07/2010. Disponível em: http://www.taniamenai.com/folio2/1999/07/alberto_manguel.html

PINTO, Maria José Nogueira. A Importância da Palavra. Artigo publicado no site Diário de Notícias em 22/09/2006. Acessado em: 29/07/2010. Disponível em: http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=646408

Wikipedia – A Enciclopédia Livre. Definição de “Palavra”. Acessado em: 01/08/2010. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Palavra

LEITURA COMPLEMENTAR:

SOUSA, Cidoval Morais de. Em Busca de Novos Jeitos de Ler (e Compreender) A Mídia. Ciências Sociais Unisinos, Volume 43, Número 002. Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, Brasil, 2007.

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Paradoxo

Impressionante como as vezes a gente sente saudade de algo que nunca existiu. Me pego olhando fotografias e imaginando como seria se eu existisse naquele momento com aquelas pessoas.

O que complica meu próprio pensamento é o fato de que, se eu realmente estivesse naquele lugar, talvez eu não fosse a pessoa que eu sou hoje, e isso gera um paradoxo imenso.

Vejamos: Se alguma coisa atualmente é importante e tem algum valor para mim a ponto de eu querer que ela tivesse existido na minha vida desde antigamente, isso ocorre porque ela começou a existir para mim no momento exato para que eu possa estar sentindo estas coisas agora. No caso, se isso já estivesse presente na minha vida na época em que eu desejo que ela já estivesse, isso poderia fazer com que eu não desse tanta importância atualmente e, talvez as coisas fossem totalmente diferentes agora.

Mas ainda gera um puta sentimento de saudade.

Na verdade, nem acho que este sentimento seja chamado de saudade mesmo, pois, teoricamente  não se pode sentir saudade de algo que você não teve ou viveu.

Apenas chamo de saudade pois acredito que caso realmente eu estivesse presente na situação que eu imaginei, provavelmente eu sentiria saudades disso agora.

Enfim, gostaria de não pensar nestas coisas, é um saco…

Diogo Almeida (Promovido à vocalista da Vernissage de uma hora pra outra)

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