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Vernissage em sessão de fotos com fãs após o show

Vernissage em sessão de fotos com fãs após o show

Pessoal, aqui começa o relato do meu primeiro lamentável magnífico show da banda a qual participo. Sintam-se a vontade para rir.

Banda reunída, sexta-feira, 20 de novembro de 2009 à noite. Nosso show havia sido programado para começar às 21 horas, chegamos ao local e fomos conferir o espaço destinado para o palco (que na ocasião, era o topo da escadaria principal no meio do prédio) e reparamos que talvez a estrutura não fosse a ideal para um show do nosso porte. Até aí tudo bem. Surge-se de repente, o primeiro problema: A bateria de um mirofone (era até bonitinho, parecendo aqueles sem fio que a Xuxa usa) havia descarregado, então o nosso guitarrista, o de camisa azul na foto, foi junto com o baterista (o de camisa roxa) comprar uma bateria num supermercado próximo ao evento.

Na volta dos dois, descobrimos que a pessoa responsável pela bateria (o instrumento musical) não tinha chegado até o momento e que provavelmente poderíamos tocar até mesmo acústico caso o FDP não chegasse à tempo. Ironicamente, descobrimos que dentro de uma das bolsas, em meio à fios e etc, existia 6 baterias (de energia) devidamente cheias, ou seja, tornando desnecessário o trabalho dos músicos em ir comprar tal peça.

Alguns minutos depois, o FDP responsável pela bateria (o instrumento) chega com a devida para ser montada. Montamos a bateria e todo o palco (que incluia uma mesinha de som e duas caixas amplificadas). Começam-se a detectar os primeiros (?!) problemas: Com duas caixas, não teríamos retorno, ou seja, a banda tocaria eu olhando para a boca da vocalista, o guitarrista olhando para o braço do meu baixo e o baterista olhando para o braço da guitarra. Esse pseudo-problema foi resolvido colocando uma das caixas viradas para a gente, distante dos microfones.

Hora do show: 21 horas. Todos estávamos ansiosos, havia alguns estudantes de Letras próximos ao palco (afinal eles teriam que passar por aquela escada para saírem do prédio) e alguns de Filosofia também (iríamos tocar no prédio da universidade). A primeira preocupação nossa e do pessoal da produção do show foi que o evento que estava ocorrendo (que na ocasião era uma palestra de encerramento da Semana de Filosofia) estava bastante atrasado, e a gente não podia começar enquanto não terminasse o evento (pois iria atrapalhar a palestra). Resultado, começamos aproximadamente 21h30 por aí.

Nisso, o pessoal do curso de Letras quase todo na verdade, acho que todo mundo mesmo já tinha ido embora, restando umas 10 pessoas por lá, incluindo um professor e alguns amigos da banda (grazadêus, um deles me provendo alguns goles de sua cachaça). Banda preparada, setlist preparado, com 15 músicas (13 inéditas e 2 do primeiro CD para serem tocadas no encore)… Começamos a tocar \o/

O som estava com uma qualidade péssima razoável, a guitarra parecia reverbear e estar bastante atrasada em relação ao momento em que o guitarrista tocava nas cordas…. A única coisa que se ouvia direito era o baixo (que estava estourado nas notas mais graves – a caixa amlificada estava com defeito) e a voz que, por sinal, acabou ficando sem backing vocal, pois o microfone da Xuxa saiu de sena (eu tinha que fazer a piada, né?) já que o problema não era nas 6 baterias (nem na que compramos) e sim na porcaria do microfone defeituoso.

O show prosseguiu legal, as pessoas aplaudiram as músicas e tudo o mais. Até o exato momento em que, uns 20 minutos depois, durante uma das músicas mais calmas da banda, a pele da caixa da bateria misteriosamente estoura. Isso encurtou bastante nosso  show, pois com inúmeros uns probleminhas citados e mais esse, ficou difícil de tocar. O baterista com medo de lascar ainda mais a bateria, desistiu de tocar. O dono da bateria olhou meio que tristonho para a sua semi-danificada caixa (ele era o FDP, é que não sei o nome correto), mas o público clamava por mais músicas!!! IMPRESSIONANTE =]

Nisso, entra um rodízio de pessoas na bateria (incluindo um professor que disse que adora rock mas não gosta de Pink Floyd pois os teclados acabaram com o rock) e o próprio dono da bateria. Tocamos mais umas 3 músicas e encerramos com Ciganos, que vocês conferiram acústicamente mais abaixo em outro post.

Resumindo, tirando alguns FAILS que ocorreram, o show foi bastante divertido e acredito que nós 4 que formamos a banda e o público (umas 12 pessoas) gostaram muito. Show de início de carreira é assim mesmo… Até mesmo o The Killers se lascou no primeiro show:

A primeira apresentação do grupo foi feita em um clube chamado Tremorz. Foi horrível desde o início, devido ao fato de o clube não possuir nenhum sistema de som e também por um efeito que Brandon usava em sua voz para que ela ficasse semelhante à de Julian Casablancas (vocalista dos Strokes), efeito que falhou horrivelmente. Brandon desafinou muitas vezes e não possuía nenhuma presença de palco… (retirado da Wikipedia)

The Killers

Ou seja, não foi tão ruim assim, estamos agendando um show para tocarmos num local mais específico para shows (que não seja universidade), que no caso acreditamos que vá ser no Bronx Bar aqui na cidade e aí teremos a oportunidade de receber mais gente e mostrar corretamente a nossa banda com todos os instrumentos funcionando direito ou não.

É isso aí pessoal, eu sou o baixista (o de camisa vermelha com uma cinza por cima – que inclusive é idêntica ao uniforme do Janitor da série Scrubs) da banda Vernissage e este foi o relato do meu primeiro show nesta banda. Eu gostei, apesar dos trancos e barrancos 😉

OBS: Postagem sugerida por Amanda Mayara, thank you!

Diogo Almeida


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